Aventura no Altiplano Andino

A narrativa desta aventura no Altiplano Andino, iniciou-se no Post “A Cegueira Branca”, onde falei do meu sonho em conhecer o Salar de Uyuni.

Mas, a aventura organizada pela Jipaventura, pela mão do Mário Pinto, superou em tudo as minhas expectativas.

O Altiplano Andino é a área onde os Andes são mais largos. É a área mais extensa de planalto no planeta, com exceção do Tibet. Distribuído por três países, a maior parte do Altiplano está na Bolívia, mas a parte do norte está no Peru e a parte do sul está no Chile.

tínhamos estado no Norte, no Peru, onde conhecemos o lago Titicaca, também com a Jipaventura e descrito no post “O Império dos Tesouros Escondidos”. Dessa vez, fomos mais para sul, a procura do Salar de Uyuni na Bolívia e do Deserto de Atacama no Chile.

O Altiplano é conhecido pelo ar hipóxico, causado pela elevada altitude. A sua altura média é de cerca de 3.750 metros, um pouco menor que a do Plateau Tibetano. Mas, ao contrário das condições do Tibete, o Altiplano é dominado por vulcões ativos da Zona Vulcânica Central.

No post anterior, interrompi a narrativa da aventura, após aquela noite fria, num albergue simples em S. Juan, com a reflexão feita durante a noite, sobre a beleza descomunal do Salar e toda a pobreza, que observamos pelo caminho.

Para mim, o Salar era o ponto máximo da viagem… A beleza daquela paisagem era inimaginável! As cores, o branco inebriante e o contraste com o azul do céu… a dimensão, a linha do horizonte e a percepção da curvatura da terra!

Estima-se que o Salar de Uyuni contenha 10 biliões de toneladas de sal, das quais menos de 25 mil toneladas são extraídas anualmente. No início do mês de novembro, quando começa o verão, o Salar de Uyuni é o lar preferido de várias espécies de flamingos. O período de chuvas deixa o deserto coberto de água tornando-o um imenso lago que confunde o horizonte com o céu.

Pensava que a aventura já tinha atingido o seu auge, e que não seria possível ver nada mais bonito do que aquilo.


Saímos de San Juan e seguimos para a rota das lagoas! A rota é surpreendente! No meio do lugar mais árido da Terra, encontramos lagoas, que pareciam obras de arte! A Laguna Cañapa, a Laguna Hedionda e a Laguna Honda, pareciam saídas de um Photoshop, tal era a vivacidade e a diversidade de cores!

Os Flamingos completavam a paleta colorida, gravando na nossa memória imagens inesquecíveis.

Paramos pelo caminho, numa “estação de serviço”, onde pudemos experimentar uns cachorros maravilhosos, com salsicha de lhama e uma cerveja Paceña! Estávamos a cerca de 5000m de altitude, e dali avistávamos o Vulcão Ollague, que continua ativo. Conseguíamos visualizar o escape de gases. O vulcão encontra-se ao sul do deserto de Chiguana, no Chile, mas muito próximo à fronteira com a Bolívia. Ali os movimentos eram lentos e pausados, sentia-se a falta de oxigénio.

Aqui, o Beto fez logo amizade com dois brasileiros que faziam aquele percurso de moto! Para mim, era algo inimaginável, só de pensar, os kilos de pó que deveriam engolir por dia!

A centenas de km de nada, um homem andava de bicicleta!!

Os Lhamas e as Vicuñas eram parte natural da paisagem!!

Pelo caminho, em direção contrária, encontramos dois jovens Franceses que há vários dias faziam aquele percurso à pé! Estávamos a mais de 4000m de altitude, e eles subiam à pé, a sinuosa rodovia de terra e pó, dormindo em tendas improvisadas no meio da montanha! Oferecemos água, bolachas e umas palavras de coragem! Ah… também oferecemos boleia, mas recusaram!

A noite, seria no meio do deserto… o hotel ficava literalmente, no meio do nada! O Hotel Tayka del Desierto, foi uma experiência única… o silêncio e um horizonte infinito… uma paisagem nunca vista!

A rede de hotéis Tayka, também ela, nasce de um sonho! O sonho de que os membros das comunidades locais poderiam participar no desenvolvimento das mesmas! Cada Associação Comunitária é dona de uma percentagem do Hotel, e recebe parte dos dividendos que o Hotel gera. Cada Hotel é ainda fonte de trabalho para os membros da Associação, que participam não só na sua construção, mas também na sua gestão.

O hotel é simples, foi construído junto a uma fonte de água, e a energia solar é utilizada para gerar a energia elétrica, o aquecimento central, e as águas quentes para o banho. Mesmo assim, a lareira da recepção é muito concorrida e o Wi-Fi nunca funcionou durante a estadia. Os funcionários são simpáticos, mas pouco faladores. O jantar foi ótimo e com um serviço bom! A vista é única, e o pôr de sol inesquecível!

Espera-se que em 2021, a Associación del Deserto, passe a ser a única dona do hotel.

À noite, lembrei-me dos jovens franceses… onde estariam a dormir? Que loucura é essa que leva dois jovens a experimentar tamanha aventura?

Mais uma vez dormimos quentinhos, com o meu pijaminha polar! Eheheheh

Pela manhã seguimos em direção a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa.

Ao entrar na reserva pagamos cerca de 150 bolivianos/pessoa, cerca de 20 €, e é válido por 3 dias! Vale cada boliviano… encontramos a maior concentração de formações geológicas esculpidas pelo vento, fantásticas! Entre elas, a famosa Árvore de Pedra!

Ali, em pleno deserto de Siloli, encontramos duas raposinhas, que após algum tempo de familiarização, lá vinham ter connosco, na esperança de receber alguma comida… coisa rara ali pelo deserto!

Seguiu-se a sessão de fotos do grupo na Árvore de Pedra!

Passamos pela Laguna Colorada, a mais espetacular de todas as lagoas, devido a diversidade de cores! A Laguna Colorada é um lago salgado, dentro da Reserva Eduardo Avaroa, quase na fronteira com o Chile. O lago possui ilhas de sal, formando a cor branca que contrasta com o vermelho originado por pigmentos de algas e sedimentos de determinados minerais.

Continuamos a sul, através do Deserto Salvador Dali. Parece-me que o pintor, nunca terá passado por ali, mas o deserto tem o seu nome devido as formas surrealistas das rochas! Verdadeiras obras de arte!

Não podíamos chegar tarde à fronteira Bolívia/Chile, corríamos o risco de que essa fechasse!!!

Continuamos em direção aos primeiros Geysers da viagem, os “Sol da Mañana”. Fantástico!

Chegamos à Fronteira… pareceu-nos que não estavam à espera de ter “tanto” trabalho ao fim da tarde! Do lado Boliviano, disseram-nos que teríamos, que colocar numa bandeja plástica todos os alimentos que levávamos, para que pudessem avaliar se podíamos entrar no Chile com eles ou não. Tudo o que não estivesse lacrado tinha que ser colocado no lixo. Verificaram cada mala, cada saco, se encontrassem algum bem alimentar, que não tivéssemos declarado, pagaríamos uma multa enorme! Como é lógico, ninguém arriscou, colocamos os nossos “bens” na bandeja… e… como é lógico, não deixaram passar os nossos salpicões portugueses, os queijos, etc… Ainda recordo a cara de felicidade dos agentes, quando viram os salpicões! Mas… foi por uma boa causa, andamos a dar a conhecer o melhor da gastronomia portuguesa por esses locais remotos, onde até então, a única ligação que faziam ao nosso País, era através do Cristiano Ronaldo! Eheheheh

Na fronteira Chilena, todo o processo foi muito rápido! Enquanto aguardávamos que todo o grupo passasse à fronteira, presenciamos um por de sol fantástico.

À noite, no hotel mais tempo para reflexão… tinha visto paisagens fantásticas… muito pouco exploradas pelo turismo… imagens inesquecíveis… mas, ao mesmo tempo lembrei das raposinhas… e do Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry, quando a raposa no deserto, lhe diz: “Só se vê verdadeiramente com o coração. O essencial é invisível aos olhos”!

Estávamos no Chile, em pleno Deserto de Atacama!

A primeira vez que visitei o Deserto de Atacama, foi pela mão de Luís Sepúlveda, o escritor Chileno que me fez imaginar o céu estrelado do deserto salgado, e acordar sobressaltada para ver o deserto vermelho, o milagre que floresce uma vez por ano, após a chuva. As famosas rosas do deserto. As rosas de Atacama. Ali, eu poderia imaginá-lo ainda com mais realismo, o deserto coberto com as rosas cor de sangue.

A manhã foi livre, passear pela maravilhosa cidade de San Pedro de Atacama. Misturados com viajantes de todo o mundo, caminhávamos encantados pelas ruas de terra batida! As casas de Adobe típicas, as lojas de artesanato e os restaurantes fantásticos deixavam-nos encantados.

O Adobe é um material rudimentar, utilizado na construção, feito de terra crua, palha e água. Lutando contra a modernização, San Pedro de Atacama mantém a sua arquitetura vernacular, que afinal, mostra-se ecológica e sustentável! A construção feita com esse tipo de tijolo, torna-se muito resistente, e o interior das casas muito fresco, suportando altas temperaturas. E… as casas ficam lindas!

À tarde, esperava-nos uma viagem à lua! Fomos explorar o Valle de la Luna e o Valle de Marte ( devido à cor avermelhada das rochas) ou Vale da Morte, como alguns o chamam. O Vale da Lua está localizado dentro da Cordilheira de Sal, formada por argila, calcário e sal! As cores da região e as diversas formações de pedra e areia, formadas pela erosão provocada pelos ventos e inundações, tornam a paisagem fantástica! Ficam muito próximos de San Pedro de Atacama, onde há várias agências que organizam a visita! Nós fomos nos nossos próprios veículos, à tarde.

Na entrada do parque, há que pagar uma taxa de acesso (3000 pesos chilenos por pessoa). Após a observação do vale, do alto das montanhas, foi a nossa vez de percorrer o vale, perplexos com a paisagem que nos circundava, e maravilhados com as cores que o entardecer conferia às rochas! As cores do pôr de sol, vieram completar ainda mais aquele espetáculo inesquecível!

Quando pensamos que estamos no fim do mundo… num Deserto… onde as ruas são em terra batida, e onde ninguém poderia nos encontrar, descobrimos que afinal este mundo é muito pequeno! Encontramos um casal amigo de Paredes de Coura, que visitava o Deserto com a família… Incrível… Mas, à noite ao jantar, num restaurante fantástico em San Pedro de Atacama, o Restaurante Adobe, dois jovens desconhecidos vem falar com o Beto… eram os mesmos jovens Brasileiros que o Beto conheceu na Bolívia, e que estavam a fazer todo o percurso de mota. Soubemos que eram de S. Paulo e trabalhavam num hotel onde já tínhamos estado em Ilhabela, um hotel que adoramos, o DPNY Beach Hotel e Spa. Nunca estaremos sós… mesmo que num deserto no outro ponto do Globo… Tantos destinos que se cruzam e voltam a cruzar num outro ponto qualquer dessa vida, e quem sabe noutras?!!

No dia seguinte, saímos muito cedo, ainda era noite, íamos observar os Geysers de Tatio, um fenómeno singular que tem que ser observado ao nascer do sol. É um campo geotérmico enorme, tem origem vulcânica e por volta das 5:30 da manhã a água e o vapor, brotam violentamente das profundezas da terra, podendo atingir 10 metros de altura. É um espetáculo inesquecível!

O centro de San Pedro de Atacama, tem restaurantes fantásticos, La Casona, Restaurante Adobe, Tierra Todo Naturale são alguns deles.

As três noites que ficamos em San Pedro do Atacama, ficamos no hotel San Pedro de Atacama, muito bem localizado. A hotelaria em San Pedro do Atacama é muito diversificada, indo dos hostéis, ali mesmo no centro e com bons preços até os sofisticados Alto Atacama Desert Lodge & Spa ou o Explora, com tudo incluído, com diárias superiores a 1000€.

Ao sair de San Pedro de Atacama, saí com a certeza de que ainda ficou muito por ver, e que voltaria ali, de certeza!!

Eram horas de iniciar o regresso. No dia anterior completamos o tanque de combustível dos jipes, e dos jerrycans, lavamos os jipes, que voltaram outra vez a sua cor natural (embora por pouco tempo) e saímos cedo. Havia que passar outra vez a fronteira, pelo Paso de Ito Cajon.

Chegamos à Laguna de Chalviri, esta laguna está a 5010m de altitude e caracteriza-se por ter uma alta atividade vulcânica e fumarolas, permitindo os banhos termais.

Aqui começaria uma verdadeira aventura, o nosso jipe teve um problema mecânico, foi a altura em que o Mário teve que utilizar o telefone satélite. Entrou em contacto com a locadora e a hipótese seria deixar ali o jipe.

E foi então, que tivemos a confirmação que éramos uma verdadeira equipa!! Saíram todos dos jipes, e começaram a distribuir a bagagem pelos outros carros!! Entre portugueses e franceses, cada um oferecia lugar para mais um no jipe, ou para levar alguma bagagem, mantimentos ou garrafões de água.

Estávamos todos divididos, quando o João, nosso companheiro de viagem, após observar o carro, chegou à conclusão que poderia conduzi-lo até Tupiza, onde teríamos apoio de uma oficina mecânica. Com o carro mais leve, sem a bagagem, iniciamos uma verdadeira aventura, onde o João levou o carro sem embraiagem por centenas de km, em estradas de terra, com curvas e contracurvas, com desfiladeiros e abismos de deixar sem fôlego, a uma altitude acima de 5000m da linha do mar.

E, se para viagens dessas, o tipo e as condições do carro são essenciais, a experiência e perícia do condutor são fundamentais! O João disse-me para ir com ele, para continuar no banco da frente, e assim poder continuar a fotografar a paisagem. O Octaviano (irmão do João) e a Lina ficaram responsáveis pelo Jipe do João.

Soube que o João, que vive em Moçambique, estava muito habituado a situações desse género, onde a ausência de respostas adequadas e atempadas obrigam ao improviso muitas vezes!

Mas acima de tudo, pude constatar o prazer que o João tem em conduzir, e isso foi essencial para o sucesso do raid.

Pelo caminho passamos por aldeias com casas de pedra, totalmente desabitadas, era San Antonio de Lipez, uma cidade fantasma na paisagem dos Andes, a uma altitude de 4.758m acima do nível do mar, localizada na Cordilheira de Lípez. Diz-se que a cidade é assombrada.

Era uma cidade onde viviam 150.000 habitantes, trabalhavam numa mina de prata que foi desativada.

No meio das pedras, em cima de um muro, avistamos um vizcacha de la sierra, uma Espécie de coelho, mas enorme, o famoso “coelhão”!!! Eheheh

Paramos para dormir num albergue, que estava todo reservado para nós, mais uma vez… no meio do nada!!

A salamandra da sala de jantar era o ponto de encontro de todos, que após um banho de água quente, dirigiam-se para a sala de jantar!

A Anabela era a responsável pela animação, e entre risadas, canções e os famosos “foguetes” (um ritual que até os franceses já faziam, que iniciava-se com um movimento circular da palma da mão à frente da face e imitando chiar do foguete, seguida do bater as palmas nas coxas, todos juntos, e ao fim PUM!!). A noite passou rápida. Mais uma vez meu pijaminha polar foi essencial, porque o aquecimento do hostel estava avariado.

Em cada pequena cidade, via sempre escolas, um campo de futebol, (desporto muito popular na Bolívia, principalmente entre as mulheres) e as quadras de Squash (havia falado sobre isso no post anterior)!

No dia seguinte seguimos para Tupiza, nova aventura na condução do Jipe sem embraiagem!!

A paisagem era fantástica!! Uma estrada vertiginosa leva-nos ao Sillar de Tupiza, uma imagem característica do local, onde as rochas avermelhadas formam a paisagem.

O mais peculiar deste local é que montanhas cinzentas de relevo suave podem ser vistas abaixo dos estratos avermelhados. Os geólogos afirmam que esses foram formados em um ambiente marinho cerca de 440 milhões de anos atrás.

Uma paisagem inesquecível.

Chegamos a Tupiza. A cidade é famosa, porque os lendários bandidos Butch Cassidy e Sundance Kid viajavam por essa região, por volta de 1908, época em que a mineração estava no seu auge. Prata, chumbo, cobre, estanho, zinco e antimónio, foram extraídos das ricas minas ao redor de Tupiza!! Atraídos por toda essa riqueza, Cassidy e Kid chegaram a Bolívia, sem saber que seria o lugar onde encontrariam a morte!

Ficamos no Hotel Mitru!! Os mecânicos trabalharam durante toda a noite no Jipe. Pela manhã, o carro estava pronto.

No dia seguinte voltaríamos para Sucre. Seriam 400km de caminho, mas a maior parte em estrada alcatroada!! Como dizia o Mário, já tínhamos saudades da pista preta!! Hehehe

Chegados a Sucre, fomos entregar os Jipes. Apesar do problema mecânico, tudo correu muito bem!! Havia sido uma experiência fantástica!! Ficaríamos novamente no Hotel Independência.

O dia seguinte, era um dia livre, e para nossa surpresa, comemorava-se o Dia da Independência na Bolívia!!

Foi em Sucre que a Independência foi proclamada na Bolívia, portanto era um dia muito importante para a cidade! Assistimos a parada, em que desfilavam milhares de jovens, com uniforme escolar, oriundos de várias cidades da Bolívia!! Muitos pais orgulhosos, aguardavam a passagem dos filhos para recolher umas fotografias com o telemóvel!! Viam-se pais, atrasados, a correr com os filhos, para que integrassem a Parada, muitos ainda a darem os últimos retoques nas tranças das meninas!! Os jovens traziam consigo, a herança indígena, da cor da pele e dos cabelos negros e lisos, confirmando a composição étnica da Bolívia que é muito variada.

Os quechuas (2,5milhões), são o maior grupo nativo, seguidos dos aimarás (2milhões), chiquitanos  (180 mil) e guaranis (125 mil). A população ameríndia compõe 55% da população; os restantes 30% são mestiços (entre ameríndios e brancos) e apenas cerca de 15% são brancos.

Quase todos os jovens tocavam algum instrumento. O diretor e professores de cada escola, seguiam atrás dos seus alunos, também eles uniformizados!!

Não conseguia perceber, se não estavam alegres, ou se o sorriso não fazia parte habitualmente da sua forma de viver!!

Cheguei a comentar que a Bolívia, nos próximos 10 anos estaria irreconhecível, assim que todos aqueles jovens que ali desfilavam durante todo o dia, concluíssem os seus estudos!

Levavam a Bandeira com orgulho! A Bandeira da Bolívia: vermelha, amarela e verde.

Não se via na parada, a Wiphala, a Bandeira de quadrados coloridos, amarelo, vermelho, cor de laranja, violeta,azul, verde e branco, que teve origem no Altiplano Boliviano, e surgiu como representação dos indígenas. A bandeira que alguns meses depois queimavam pelas ruas da Bolívia! Nada fazia supor, o que se passaria menos de seis meses depois!!

À noite, o jantar foi no Espaço Cultural Origins, com música e dança. Um espetáculo que permitiu um contacto com o folclore Boliviano e uma despedida de Sucre com muita alegria e descontração. Adoramos!!

No dia seguinte, despedimo-nos de Sucre, para voar para Santa Cruz de La Sierra!

Santa Cruz de La Sierra, uma cidade já em baixa altitude (416m acima do nível do mar), é o centro comercial e a cidade com maior população da Bolívia. Fomos conhecer o Centro Histórico, onde aproveitamos para conhecer o mercado de artesanato, e a Catedral de San Lorenzo.

Após 15 dias inesquecíveis que passamos juntos, onde o humor, a boa disposição e a solidariedade complementaram a organização fantástica do Mário Pinto e da Jipaventura (clique aqui), deixamos a Bolívia mais ricos!! Chegamos ao fim dessa aventura, mais felizes e com muitos mais amigos.

Sem qualquer dúvida, foram as paisagens mais espetaculares que já vi!! Como diriam os nossos amigos franceses… “bonito pra cara%#$”!!!

Dicas:

A maior parte das dicas dessa viagem à Bolívia e ao Chile estão no post “A Cegueira Branca”, que aconselho a revisitar (clique aqui). deixo aqui apenas alguns restaurantes de S. Pedro de Atacama.

San Pedro de Atacama apesar de ser uma cidade pequena e no meio do deserto, tem restaurantes fantásticos.

Onde comer?

Cafe Adobe clique aqui!!

Nem tive tempo de fotografar os pratos!! Eram fantásticos!! As sobremesas estão aqui! 3 letches, (a primeira foto) muito, muito bom!!!

Espaço muito agradável, mesas corridas, favorecendo o convívio. Espaços abertos, que permitem observar o céu do Atacama, com lareira de jardim e música chilena para animar a noite!!

Uma experiência gastronómica, inesquecível.

La Casona – Restaurante de Comida Criolla – ver aqui!!

O Cozido deles é isso aí!! Fantástico!!!!! Restaurante muito bom!

Cafe Tierra Todo NaturalClique aqui!!

Muito agradável. Boa relação preço qualidade!

Aura Andina Cafeclique aqui!!

Boa relação preço/qualidade.

Rita Pinheiro

Olá!! Meu nome é Rita Pinheiro e vamos viajar juntos!! Acho importante que me conheças, para que possas confiar. Vivo em Braga, uma cidade no norte de Portugal. Sou casada, tenho 2 filhos e uma neta. Sou médica de família, e adoro viajar!!!

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