Fomos Conhecer a Malta

Adoro sol, adoro mar, adoro praia, e passar quase 8 meses sem isso, para mim, é muito difícil! Os dias frios e chuvosos parece que me retiram energia… motivação… alegria… Tenho que fazer um grande esforço nesses dias, para manter o meu “turbo” ligado!

Nesse sentido, procuro estender o verão ao máximo, indo a procura de recarregar energias suficientes para chegar ao fim do inverno com a mesma garra!

Foi assim, que dei por mim em Julho, a procura de um lugar, onde pudesse passar um fim‑de‑semana prolongado em Outubro, e que tivesse a conjugação dos 3 fatores: sol, calor e mar!

Comecei pelos voos low cost da Ryanair, e fiquei surpreendida quando verifiquei que já tinham voos diretos do Porto para Malta!

Malta era um país que ainda não conhecia, que sempre me despertou curiosidade, e que eu achava que tinha muitas praias bonitas!!

Mas… uma pesquisa pelos vários blogs de viagem, mostraram-me que não seria bem assim…

Malta embora tenha algumas praias muito bonitas, não é um destino de praia fantástico! Apesar de ter muito sol, calor e estar no Mediterrâneo, a maior parte das suas praias não é com aquela areia macia que adoro, e sim com rochas!

Mas, na minha pesquisa, tudo o que via me agradava, era um tesouro ali escondido, em pleno Mar Mediterrâneo, com muita história para contar!

Mas afinal, encontrei melhores preços nos voos em Setembro, do que em Outubro, e o preço dos hotéis não diferia. Portanto acabamos por escolher o finzinho de Setembro, que teria ainda melhores temperaturas! (Durante a nossa estadia tivemos temperaturas sempre entre os 28º e 30ºC).

Voos marcados, começava a fase da pesquisa!

Devo confessar que dessa vez, acabei por não ter muito tempo para planear a viagem, os hotéis foram marcados muito em cima da hora, e o mesmo com as atividades a fazer.

Tinha feito uma lista dos hotéis com: preço, distância para Valletta e várias outras comodidades. Mas como atrasei-me para fazer as reservas, quando fui lá um mês antes da viagem, já estavam todos esgotados.

Acabei por escolher um dos hotéis aconselhados pelo Filipe Morato, no blog Alma de Viajante! Até o momento da chegada, tive sempre dúvidas, sobre o hotel escolhido, como não tive muito tempo para pesquisas, não conseguia perceber se estaríamos hospedados próximos de Valletta ou não, em alguns sites via informação que estava a 8 minutos a pé da Grand Harbour (que eu julgava ser junto ao Centro da Cidade de Valletta) noutros sites falavam em 8km, tinha também dúvidas sobre o conforto do hotel.

Inicialmente, também esse hotel aparecia como esgotado, comecei a pensar se seria melhor passar uma noite na Ilha de Gozo,como alguns aconselhavam, e para verificar as tarifas, pesquisei dia por dia, e verifiquei que no hotel havia disponibilidade para todos os dias, mas em quartos diferentes. As críticas do hotel eram boas, resolvi confiar, fiz a reserva. Mais tarde fui contactada por Mail, a agradecer a reserva, a perguntar se pretendíamos um transfer, e a comunicar que houve uma desistência nas reservas e iam nos fazer um upgrade e ficaríamos as cinco noites no mesmo quarto.

Saímos do Porto na Quarta-Feira à noite, mas houve atraso no voo, e acabamos por chegar a Malta a 1:30hs de Quinta-Feira. Havia combinado com o hotel um transfer, que estava a nossa espera quando chegamos a Malta. O transfer, custou-nos 20€.

À noite, todos os gatos são pardos… estava cansada, e não sabia se o que via pelo caminho me agradava ou não! Mas não importava, estava de férias, e férias tem que ser sempre boas!! Temos que relativizar, e aproveitar ao máximo tudo aquilo de bom que podemos retirar daqueles dias!

O hotel era um pequeno hotel boutique nas 3 cidades, em Cospicua – Casa Birmula Boutique Hotel! Não tinha recepção durante todo o dia, portanto foi feito um late check in automático. E tudo correu como o explicado no mail, que recebi do hotel. Ao chegar colocamos o código na porta, entramos e lá estava o nosso envelope com a chave e as informações necessárias.

O hotel eram duas casas antigas, que foram unidas e transformadas num hotel. O quarto era grande, confortável, com mobiliário de época e casa de banho moderna. Tudo muito limpo e muito acolhedor!

Pela manhã após o pequeno almoço, que estava incluído, fomos até o terraço, ver a vista e a piscina. Aí… parou tudo… a vista era fantástica!! Superava todas as minhas expectativas. Estávamos em plena zona histórica de Malta, a piscina era pequena, mas saberia muito bem, ao fim dos nossos dias de exploração pela cidade! Dali, daquela piscina, iríamos apreciar muitas vezes aquela paisagem e iríamos ouvir extasiados o som dos vários sinos das igrejas da vizinhança, ao fim da tarde, acompanhados daquela luminosidade própria da “golden hour” que tornava os momentos ainda mais mágicos.

As Três Cidades

No primeiro dia, não tinha nada marcado, foi um dia para explorar e tomar o pulso à cidade. Sem pressas, perceber onde estávamos, ver e sentir as pessoas.

Começava a compreender que as Três Cidades envolviam o grande Porto de Valletta, e que Valletta estava à sua frente, a uma curta distância de ferry. Ali, no local, compreendia o mapa de outra forma. As Três Cidades, compreendem Vittoriosa (também chamada Birgu), Cospicua (também chamada Bormla) e Senglea (também chamada Il’Isla). Conhecer o outro nome das cidades também é importante, porque muitos locais só conhecem por exemplo Cospicua pelo nome de Bormla.

Ali, em Cospicua, começamos a sentir as pessoas…

Sentadas na praça, próxima ao hotel, conversavam alto, numa língua, que me parecia árabe, mas que seria o Maltês! As risadas também eram a bom som!!

Não se viam muitos turistas pela rua, o que me surpreendia, aquilo era maravilhoso, e viam-se muito poucos turistas!

Seguimos pela marginal, junto ao Porto de Vittoriosa, até o Forte de São Angelo.

Pelo caminho ficamos encantados com os barcos ancorados ali na Marina de Vittoriosa. Um dos barcos chamou-nos a atenção, pela beleza e pela dimensão. Era o EOS, com 93m de comprimento, é um dos maiores iates privados de vela do mundo e, desde 2009, pertence ao bilionário do cinema e da mídia Barry Diller, marido da estilista Diane von Fürstenberg. (In Wikipedia)

Em Vittoriosa, vimos que no Waterfornt, saíam pequenos barcos tradicionais que poderiam nos levar para Valletta, por €2/pessoa/percurso. Ali também se encontrava a paragem para os autocarros vermelhos do Sightseeing de Malta e a paragem do pequeno comboio turístico. Havia ainda alguns restaurantes junto à Marina, que viríamos a experimentar à noite.

Voltamos para Cospicua e atravessamos uma ponte pedonal para Senglea. Continuamos pela marginal, agora do outro lado, que iniciava-se junto à Universidade Americana de Malta (AUM) e seguimos até a extremidade, ali junto à La Guardiola, de frente para o Forte de São Angelo, e do outro lado, podíamos observar Valleta e as arcadas junto aos jardins do Upper Barrakka.

Voltamos pelas ruas estreitas de Senglea, entre prédios antigos, escolas, e ruas quase sempre desertas. Nos prédios, as varandas em Madeira colorida ou ferro forjado, encantavam. De repente vimos novamente a Marina de Vittoriosa, descemos a escadaria e estávamos outra vez na marginal de Senglea, junto à saída do Ferryboat que nos levaria para Valletta. Estávamos muito próximos do nosso hotel.

Estávamos encantados com as Três Cidades, os palácios medievais, as igrejas, a marina e os estaleiros, formavam um conjunto arquitectonico fantástico.

Apanhamos o Ferry para Valletta. Uma viagem ligeira e com uma vista fantástica das Três Cidades e de Valletta. No porto de cruzeiros de Valletta, encontravam-se sempre, entre dois a três navios de cruzeiro ancorados, que zarpavam ao fim do dia, ou algumas vezes pernoitavam durante uma noite, e partiam no dia seguinte.

Valletta

Chegando a Valletta, subimos no elevador (Barrakka Lift) junto ao terminal de cruzeiros. Quem chega no ferry não precisa pagar o elevador, apenas mostrar o ticket. Depois, fomos comer algo rápido e seguimos à descoberta. Do Upper Barrakka temos uma vista panorâmica fantástica do Grande Porto (Grand Harbour). Já não chegamos à tempo de ver o tiro de canhão ao meio dia…

Aproveitamos para caminhar. Uma cidade calma e sem grandes multidões de turistas. Passeia-se bem pelas ruas. Uma cidade muito limpa e sentimo-nos em segurança. Chegando a Co-Catedral de S. João, apenas foi possível ver por fora, as visitas encerram-se as 16:00hs. Voltaríamos na Segunda-Feira pela manhã, antes do regresso à Portugal.

Nunca pretendi visitar as 365 igrejas de Malta, uma para cada dia do ano, dizem os malteses. Mas a Co-Catedral de S. João, em Valletta é imperdível, pela sua riqueza arquitectónica e artística.

A fachada simples da Co-Catedral de S. João esconde um verdadeiro tesouro, com muito dourado e verdadeiras obras de arte.

As capelas laterais representam as oito línguas da Ordem dos Cavaleiros de S. João. A capela de Castela, Leão e Portugal é dedicada a Santiago Maior.

Na sala do Oratório está uma das obras primas de Caravaggio (nome artístico de Michelangelo Merisi, 1571-1610) com a “Decapitação de São João Baptista” (1608).

Na nave, as lápides de mármore onde foram enterrados os cavaleiros importantes, impressionam pelo rico trabalho de mármore embutido, que muitas vezes narram triunfos em batalha daquele cavaleiro.

Seguindo pela rua dos mercadores (Merchants Street), chegamos ao Forte de S. Telmo e ao Lower Barraka Gardens.

O retorno para as Três Cidades era sempre um momento agradável, com imagens fantáticas do Grand Harbour.

Malta era diferente do que eu imaginava, era amarela… sim… amarela. A pedra calcárea utilizada em todas as construções, dava-lhe uma cor amarela (será um bege? Alaranjado ao fim da tarde?), mas que em contraste com o azul escuro do mar, tornava a paisagem mágica!

Comino e a Blue Lagoon


Lá chegou o dia em que iríamos a procura do tão desejoso, sol, mar e praia. Sonhara com o azul turquesa das lagoas, presentes em toda a propaganda turística de Malta.

Comino é uma ilha rochosa, um verdadeiro santuário de aves e uma reserva natural onde vivem poucas pessoas em permanência. Possui duas pequenas praias de areia, enseadas e riachos, não há estradas ou carros em Comino, apenas trilhos onde pode andar de bicicleta ou a pé.

Antes de ir, andei a perguntar em alguns grupos de viagens qual a melhor forma de ir a Comino, preferia um barco mais pequeno, com menos gente… mas não descobri nada, ou melhor, descobri no tripadvisor, mas era caro… era em barco privado 125€ por pessoa, 6 horas de viagem. Havia poucos comentários… decidi não arriscar!

Acabei por escolher o Sea Adventure, e escolhi ir só a Comino. Custou apenas 20€ por pessoa. Li vários comentários, eram todos muito bons, mas quem foi a Comino e Gozo, dizia que gostou muito, mas que ficavam pouco tempo em Comino, e depois pouco tempo em Gozo.

O Sea Adventure, só vai buscar os clientes, quando estão em hotéis próximos de Buggiba. Tivemos que pagar 25€/percurso de transfer, entre Cospicua e Buggiba e vice-versa. Mas há outros Catamarãs a sair de Buggiba e de Sliema.

O Catamarã estava com lotação esgotada, e era uma sexta-feira, aos fins de semana estão sempre esgotados. A costa da ilha de Comino, com águas pouco fundas e cristalinas, oferece uma palete de azuis fantástica, que enchem os olhos e o coração. O primeiro contacto foi na Lagoa Cristal, onde estivemos cerca de meia hora.

A seguir, a famosa Blue Lagoon. A pequena praia de areia branca, da Blue Lagoon, como era de esperar, estava completamente lotada. Há algumas espreguiçadeiras para alugar, todas umas sobre as outras, por 5€ por cadeira. A areia é branca e macia. o mar calmo e sem ondulação. Fica-se logo sem pé, pelo que a maior parte das pessoas estão próximas à praia.

No barco havíamos comprado um passeio num barco rápido para visitar as grutas. Não me parece que valha os 10€ por pessoa que pagamos. As grutas são giras, mas ficou abaixo das expectativas. Valeu pelo humor e boa disposição do Capitão, que com algumas manobras mais radicais, deixou o pessoal todo muito bem disposto.

Enquanto o nosso Catamarã foi até Gozo, deixar os outros passageiros, aproveitamos para uma pequena exploração pela ilha de Comino.

A seguir voltamos para o barco, onde estivemos bem instalados para apanhar sol, com poltronas confortáveis e que permitia um acesso direto ao mar fabuloso, com as suas águas calmas e livres da confusão dos turistas. A temperatura da água do mar é fantástica e o tobogã também!!

O fundo de vidro, que permite uma visão fantástica do fundo do mar, é ótimo para as crianças. Há também um pequeno escorrega para a água para as crianças.

Foi um dia muito bem passado, e acabou por superar as minhas expectativas. O barco acabou por ser uma boa opção, por permitir o acesso direto ao mar, e um local, onde se possa repousar.

Ao fim do dia fomos a Valleta jantar e ver o Por de sol.

Blue Grotto

Deixamos para o fim de semana, a volta à ilha, que fizemos num autocarro vermelho do City Sightseeing (hop On hop Off). Achei que seria uma boa opção, porque entre as duas rotas, norte e sul, poderia visitar tudo o que queria ver. Há duas companhias diferentes, que fazem praticamente o mesmo percurso. Escolhi o Oficial, tinham audioguias em Português, iam a Mdina e Rabat e custavam 20€ por dia.

Iniciamos a nossa viagem junto ao Waterfront de Vittoriosa, a paragem serve as duas linhas do City Sightseeing, a official e a outra. Compramos o bilhete diretamente com o condutor. Seguimos em direção a Marsaxlokk, uma pequena aldeia piscatória.

A seguir, esperava-nos a Gruta Azul (Blue Grotto). Situada na parte sul da ilha, as rochas que mergulham diretamente no mar, merecem uma observação panorâmica ainda antes de descer em direção ao cais donde saem pequenos barcos a cada 20 minutos, sempre carregados de turistas. A visita às grutas custa 8€ por adulto, mas vale muito à pena.

É aconselhável a visita logo na primeira metade da manhã, quando os raios de sol incidem sobre a transparência das águas, uma imagem inesquecível!

Mdina

Ao longo da história da humanidade, Malta ocupou uma grande importância estratégica, devido a sua localização, tendo sido governada por vários povos: os fenícios, romanos, mouros, árabes, normandos, aragoneses, a Espanha dos Habsburgos, os Cavaleiros de S. João, os franceses e por fim os britânicos.

Há sinais de que Malta está habitada desde 5.800 a.C., os agricultores neolíticos viviam sobretudo em cavernas e foram encontradas cerâmicas produzidas por estes, semelhantes as encontradas na Sicília.

Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, durante o ano 60 da era cristã, S. Paulo naufragou e chegou a costa Maltesa, onde promoveu a conversão dos seus habitantes ao Cristianismo.

Em 1530, as ilhas foram cedidas pela Espanha à Ordem Hospitalar de São João de Jerusalém – uma ordem religiosa e militar pertencente à Igreja Católica -, que tinham sido expulsos de Rodes pelo Império Otomano. Esta ordem monástica militante, hoje conhecida como “Ordem de Malta”, foi sitiada pelos turcos otomanos em 1565, após o que acrescentaram as fortificações, especialmente na nova cidade de Valetta. Os Cavaleiros de São João de Jerusalém governaram as ilhas até o século XIX.

Mdina está carregada de história, era a capital de Malta antes da chegada dos Cavaleiros de S. João, é uma cidade fantástica, fortificada, no topo de uma colina, cujas vielas estreitas evocam a época medieval. Foi erigida pelos Fenícios em 700 a.C., expandiu-se durante o jugo Romano, foi fortificada pelos Árabes, que a separaram de Rabat, e sob o domínio Normando passou a capital.


Mas os Cavaleiros de S. João achavam que a cidade estava distante da costa, e instalam-se em Vittoriosa (nas Três Cidades) e encomendaram a construção de uma nova cidade na península de Sciberra. Erigiram o forte de St. Telmo para defender o porto, e mudaram-se para Valletta.

A paisagem mais emblemática de Malta é a vista sobre o Porto Grande (Grand Harbour), emoldurada pela magnífica arquitetura das suas costas e pelas proezas dos seu poderio militar.

Mdina perdeu a sua influência política, mas manteve-se o núcleo religioso da ilha. Após o terremoto de 1693 foi reconstruída em estilo Barroco. Hoje alberga menos de 300 pessoas. É conhecida como a cidade silenciosa.

Actualmente foi palco de cenas cinematográficas, em Game of Thrones, no Mdina Gate e na Piazza Mesquita.

Mas a Cidade silenciosa é muito mais do que isso, esconde história em cada viela, em cada recanto, e sente-se…

Da Piazza Mesquita, a vista sobre Malta é fantástica…

Voltaríamos no dia seguinte para visitar Rabat, que fica do lado de fora das muralhas de Mdina, onde visitamos as Catacumbas de S. Paulo.

As catacumbas são enormes! Foram usadas pelas primeiras comunidades cristãs e são a prova mais antiga da cristandade organizada da ilha.

Mais que banhos de mar, Malta permite ainda um banho de cultura, onde mergulhamos na história!

Resumindo: Malta foi ocupada praticamente por todos os povos importantes da nossa história: fenícios, romanos, mouros, árabes, normandos, aragoneses, espanhóis, os Cavaleiros de S. João, foi ainda invadida por Bonaparte, e por fim foi governada pelos britânicos de quem conseguiram se libertar em 1964. Pelo meio, sofreu um grande terremoto em 1693. Foi Cristã, depois Mulçumana e por fim novamente Cristã até os dias de hoje. Desde a independência aproximou-se dos regimes comunistas, afastou-se, e acabou por entrar para a União Européia em 2004.

O passeio no autocarro do City Sightseeing, permitiu ter uma ideia geral da ilha, conhecendo a parte norte e sul de Malta. Visitamos os jardins de San Anton, que apesar de ser um espaço agradável na periferia de Valleta, mereciam mais cuidados.

Ao chegar à parte sul de Malta, percebi afinal onde estavam os turistas! St. Julians, Balluta Bay e Sliema, são as áreas de praia mais famosas de Malta, são praias lindas, mas a maior parte não são de areia, são de rochas, com entradas na água através de escadas. Há uma grande oferta de hotéis, alguns maravilhosos,com vista sobre o mar e restaurantes giríssimos.

Em Sliema, encontramos a famosa vista sobre Valletta! Imagens inesquecíveis!

Valletta ao fim da tarde encanta e deixa saudades…

O pequeno barco que nos levava para as Três Cidades, colocava-nos à prova, ali, no meio daquele mar, em contraste com os grandes e luxuosos navios de cruzeiros, mostrava a nossa pequenez nesse Universo!!

Valletta ao fim do dia era mágica…

Se inicialmente achava que 5 dias (4 e meio para ser mais exata) seriam suficientes para conhecer Malta, verifiquei que ainda muito ficou por ver. Mas consegui descansar, aproveitar o meu solinho, conhecer muitos lugares e voltei com o meu conhecimento sobre a história de humanidade muito aumentado! Valeu à pena cada dia, e sim… voltaria outra vez, para repetir e para ver o que ficou por ver.

As Minhas Dicas:

Idioma: Inglês e Maltês

Moeda: Euro. Há muitos ATM na Ilha, onde pode levantar dinheiro.

Vistos: Não necessários. Cidadão Europeu pode viajar com Cartão do Cidadão ou passaporte.

Tomadas: As tomadas eléctricas utilizadas na República de Malta são aquelas do tipo G, as tomadas de três pinos como na Grã-Bretanha. A corrente elétrica é de 230 volts.

Telemóveis: As suas chamadas (para telemóveis e telefones fixos), mensagens de texto (SMS) e serviços de dados são cobrados ao mesmo preço que as chamadas, os textos e os serviços de dados no país onde habitualmente vive, na Europa.

Transportes:

Aluguel de veículo: Se pretende alugar carro, basta a carta de condução nacional ou internacional. Tenha em conta que a condução faz-se pela esquerda (volante à direita), como no Reino Unido, Irlanda e Chipre.

Transportes públicos: Embora não tenha utilizado, a maior parte dos viajantes recomenda. Pode pesquisar aqui. O Tallinja Card permite viagens ilimitadas durante 7 dias,

Outros transportes:

Aplicações para o telemóvel que podem ajudar para deslocações em Malta (tipo Uber).

  • Bolt (taxify)
  • Ecabs – Se for um grupo grande pode pedir uma carrinha.


Ferry Sliema – Valletta ou Ferry Cospicua -Valleta – €1,5 por pessoa e por percurso. 2,80 ida e volta. À noite – 1,75€ por percurso, 3,30€ ida e volta. Passe semanal – 7 dias consecutivos, utilização ilimitada – 10€.

Horários – ver foto.

Elevador Barrakka – junto ao frontwater, próximo ao terminal de ferry (Cospicua/Valleta) e ao terminal de Cruzeiros. 1€ por pessoa para subir. Para descer é grátis! Se tiver o bilhete do ferry, também é grátis!! Num elevador panorâmico suba do nível do porto até Upper Barrakka Gardens na parte alta da cidade.

City Sightseeing (hop On hop Off) – Escolhi o Oficial – 20€ por dia. Pode entrar e sair nos vários pontos turísticos, e fazer o percurso ao seu ritmo. Há audioguias em português, espanhol, frances, inglês, e passam a cada 30 minutos. Mas os autocarros estão velhos e os audioguias não funcionam perfeitamente. Pode visitar Três Cidades, Marsaxlokk, Blue Grotto, Hagar Qim temple, Valletta, Saint Julians, Sliema, Balluta Bay, Tarxien Temples, San Anton Gardens, Ta Qali – Museu de Aviação, Igreja de Mosta, Mdina, Rabat e a Golden Bay. Escolhi o oficial, porque o outro não tinha Rabat na sua lista, mas afinal Rabat é do lado de fora das muralhas de Mdina. Os autocarros da outra companhia (Malta Sightseeing), pareciam melhores, mas… “a grama da vizinha está sempre mais verde que a minha”!

O que visitar?

Experience Malta – Não cheguei a visitar, não consegui ingressos, mas se voltasse a Malta, começaria por aí. Em 45 minutos, fazes uma revisão sobre a riquíssima história dos 7000 anos das Ilhas Maltesas, numa apresentação audiovisual que tem opção audio em Português. Após o filme há uma visita à La Sacra Infermeria, o antigo hospital construído pelos Cavaleiros de São João.

Pode ler mais sobre o Experience Malta e comprar os tickets aqui.

Dias Úteis:10:00 – 11:00 – 12:00 – 13:00 – 14:00 – 15:00 – 16.00
Fins de Semana – *10:00 – 11:00 – 12:00 – 13:00 – **14:00

Co-Catedral de São João

Aberta para visitas de segunda a sexta das 9:30 as 16:00hs, Sábado das 9:30 as 12:00hs e Domingo – encerrada.

Preço: adultos 10€; seniores (maiores de 60 anos) 7,50€; estudantes: 7,50€; crianças com menos de 12 anos: grátis. O ingresso dá direito a audioguia, mas não há em português, apenas inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, russo, japonês e maltês.

Passeio de Barco para a Lagoa Azul.

Catamarã, Sea Adventure – Saídas de Buggibba – 20€ – só vai buscar a hotéis nas proximidades de Buggiba. com grande capacidade, materiais em boas condições. Tem tobogã para a água e material para snorkeling para alugar, mediante caução. bebidas e comida à bordo, com bons preços. Fundo de vidro para observação submarina.

CatamarãCaptain Morgan – Saída de Sliema. Não disponho de informações.

Barco Privado – 125€ , por pessoa, até um máximo de 4 pessoas, oferecem o transfer de e para o hotel. Não conheci ou tive informação de alguém que tenha feito. Podem ver aqui! Ou este – 299,00 por 3 hs até 6 pessoas, veja aqui, este não fala do transfer para hotel.

Ferry para Comino – A partir de Cirkewwa –
€10 adultos, meio bilhete para crianças 5-12 anos.

Ferry para Gozo – A partir de Cirkewwa.- de 45/45 min.
Adultos – €4,65; Crianças 3-12 anos – €1,15; Carro e condutor – €15,70

Gruta Azul

Passeio de barco nas grutas €8 adultos e €4 crianças.

Rabat

Catacumbas de S. Paulo – Adultos – 5€; Seniores – 3,50€; Crianças dos 6-11 anos – 2,50€.

Onde comer?

Valleta

Muza – no The Malta Nacional Community Art Museum – restaurante ao ar livre, dentro do pátio do museu, ambiente fantástico, com música ao vivo aos Domingos à noite. Comida fantástica, Músicos excelentes e boa relação preço/qualidade. Para o Domingo à noite é necessário reserva.

Café Caravaggio – em frente a Co-Catedral de S. João. Excelente localização com boa relação preço/qualidade.

Vittoriosa (Birgu)

Sottovento – Marina de Vittoriosa – Pastas e Pizza muito boa, porções fartas (ainda levamos pizza para o hotel, eheheh).

Senglea

Restaurante Enchanté – Comida fantástica, com vista para a Marina de Vittoriosa. Boa relação preço/qualidade.

Mdina

Palazzo de Piro – local fantástico, vista fantástica, boa relação preço/qualidade.

Rita Pinheiro

Olá!! Meu nome é Rita Pinheiro e vamos viajar juntos!! Acho importante que me conheças, para que possas confiar. Vivo em Braga, uma cidade no norte de Portugal. Sou casada, tenho 2 filhos e uma neta. Sou médica de família, e adoro viajar!!!

This Post Has 16 Comments

  1. Como sempre, viajei junto!!
    Nota 10

    1. Obrigada Luciano!! É tão bom te ter como companheiro de viagem!! 😘😘

  2. Fantástico! Com você vou conhecendo lugares maravilhosos! 😘

    1. Obrigada Irene!! É um prazer continuar a levar os amigos nessas viagens!! 😘😘

  3. Viagem Espetacular!! Adorei , viajei , aprendi e sonhei. Que relato fantástico.
    Obrigadoooooo

    1. Bom demais, poder levar os amigos nessa viagem!! 😘😘

  4. Rita, acordaste -me vontade de conhecer. Parabéns.

    1. Muito interessante! Já vai pra minha lista…😄

    2. O trabalho já está todo feito!! E que bom trabalho ❤️❤️❤️ Agora é só comprar a viagem!

  5. Maravilhoso! Viajei no texto e nas imagens extraordinárias. Um grande abraço e todo o carinho.

    1. Obrigada Eraldo!! Que bom partilhar contigo esta viagem!! 😘😘

  6. Revisitei com saudade Malta onde passei uma semana com os amigos por altura da tradicional viagem de finalistas da faculdade! Sem dúvida alguma um local a voltar. O que mais me marcou além das paisagens e da história, foram as meninas ainda pequenas e os olhos sempre maquiados com risco escuro a marcar um olhar profundo! Um espaço calmo, pacífico e belíssimo. Fiquei em Silema mas calcorreei tantos sítios a pé e de autocarros velhos mas também eles carregados de histórias. Ainda me lembro de sair em Valleta para empurrar o bendito transporte que nos conduziria de regresso ao hotel que ficou apeado e só com a força dos braços de todos os ocupantes prosseguiu caminho! Tantas aventuras vivi por lá numa semana que acabou a ser pequena para tudo! Obrigada por me permitires rever locais, eu elegi a Baía de st Julian como a mais bonita por altura da minha visita!

    1. Que bom conseguir fazer-te voltar onde já foste feliz!! 😍😍

Leave a Reply

Close Menu